Igreja celebra canonização de mártires brasileiros

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A Igreja Católica no Brasil está em festa neste domingo (15), com a canonização dos 30 mártires brasileiros pelo Papa Francisco. Eles são considerados os primeiros mártires do Brasil, assassinados em 1645, no Rio Grande do Norte. A cerimônia ocorreu na Praça de São Pedro do Vaticano. Francisco utilizou, como é habitual, a fórmula em latim para proclamar a santidade e pedir que fossem inscritos nos livros dos santos da Igreja. Foram proclamados santos: André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira e seus 27 companheiros leigos. Eles são conhecidos como mártires de Cunhaú e Uruaçu.

O caso é considerado emblemático, entre outros motivos, porque os massacrados teriam “dado a vida, derramado o sangue, na vivência de sua fé”, segundo a Igreja.

A beatificação destes mártires aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano no dia 05 de março de 2000, presidida pelo Papa João Paulo II. Sua memória litúrgica e celebrada no dia 03 de outubro.

História

Em 16 de julho de 1645, o padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis participavam da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, atual município de Canguaretama (RN) onde ocorreu o ataque.

O segundo massacre aconteceu em 03 de outubro de 1645, no Engenho de Uruaçú, atual município de São Gonçalo do Amarante. Entre os mortos estavam o padre Ambrósio Francisco Ferro que foi torturado e o camponês Mateus Moreira que ainda vivo este ainda vivo exclamou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Apontados como símbolos da intolerância religiosa de holandeses que dominavam o Nordeste brasileiro em 1645 renderam ao país, 372 anos depois, 30 novos santos – “os primeiros santos mártires do Brasil”.

Os 30 novos santos são os únicos mortos identificados em dois massacres que deixaram um saldo de aproximadamente 150 vítimas.

 

Pascom- Santuário Nossa Senhora das Candeias

 

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